terça-feira, 31 de maio de 2022

Como funciona o rastreador satelital?

 



Quando se fala em rastreamento veicular muito se houve falar do rastreamento satelital e do rastreamento com chip de celular, porém a diferença entre um e outro nem sempre é clara e ficam algumas dúvidas sobre como funciona o rastreador satelital, quais são os seus benefícios e quando deve ser utilizado.

Neste post vamos apresentar para você o funcionamento do rastreador Satelital, os prós e contras deste serviço, porém caso queira saber em maiores detalhes as diferenças para o rastreador GSM você pode acessar o nosso post “Os rastreadores dependem de sinal de telefonia para funcionar?”

Além disso, existem muitas outras tecnologias chegando no mercado que podem trazer grandes benefícios para a sua operação. Analisamos essas novidades no post “Novas Tecnologias de Rastreamento”.

FUNCIONAMENTO DO RASTREADOR SATELITAL

O rastreador veicular via satélite funciona através da instalação de um dispositivo GPS (Global Positioning System) em cada carro a ser monitorado. Inicialmente, essa tecnologia tinha vasta aplicação militar tendo, posteriormente, se tornado acessível para aplicações mais cotidianas.

Existe um conjunto de satélites na órbita terrestre que captam e triangulam entre si a posição de cada um desses dispositivos, determinando a sua posição exata em latitude e longitude. Essa informação do satélite é transmitida para um servidor central, que capta o dado e o disponibiliza em uma plataforma de rastreamento para você.

A grande diferença para o caso do rastreamento veicular GSM, é que nesse caso uma antena de rede telefônica é responsável pelo envio da informação à plataforma de rastreamento veicular e não o conjunto de satélites.

BENEFÍCIOS DO RASTREAMENTO SATELITAL

O uso de comunicação via satélite em todo o processo de transmissão da informação traz alguns grandes benefícios para o sistema de rastreamento veicular satelital, que, a depender da criticidade da operação e valor da carga transportada, podem ser essenciais.

O rastreador satelital, por não depender da rede telefônica para o envio da informação ao servidor da plataforma de rastreamento, apresenta uma maior área de corbertura, sendo a sua região de sombra muito inferior a da rastreador GSM. Isso permite que você tenha uma maior segurança operacional, pois poderá fazer o acompanhamento contínuo do seu veículo em todas as regiões do país, por mais remotas que sejam, e não correrá o risco de cair em uma região sem sinal.

Para operações de carga valiosa isso é essencial.

Quando avaliamos a infraestrutura de telefonia brasileira percebemos que ainda há um grande déficit com relação a cobertura nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, por onde grande parte dos caminhões circulam. Nesse sentido, o rastreador satelital é de grande valia.


DESVANTAGENS DO RASTREADOR SATELITAL

Entretanto, o benefício da informação a respeito do veículo em qualquer lugar não vem sem um custo.

O rastreador veicular satelital é uma tecnologia ainda pouco acessível em termos financeiros. Um rastreador pode chegar a custar R$ 5.000,00 e as mensalidades, por veículo, até R$ 200,00. Para quem é frotista esses valores podem significar um grande custo mensal.

Outro ponto a ser analisado é o fato de que a comunicação via satélite ocorre em menor frequência do que a comunicação com a rede de telefonia. Assim, o rastreador veicular satelital tem atualizações de posição a cada 5 minutos, em média, enquanto que o rastreador via GSM tem atualizações médias de 1 a 3 minutos, podendo chegar a 30 segundos para operações mais críticas.

Por fim, é necessário ficar atento ao fato de que não podem haver barreiras físicas entre o rastreador veicular satelital e o satélite, pois isso irá interromper a comunicação. Assim, ele não irá funcionar em túneis, por exemplo, e a instalação do dispositivo no veículo precisa ser feita com grande cuidado.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Magnetometria

 

Magnetometria: Entenda o que é.

A magnetometria é uma técnica geofísica que tem o objetivo de investigar a geologia com base nas variações locais do campo magnético terrestre e das propriedades magnéticas das rochas e estruturas geológicas que ocorrem na subsuperfície. Essas variações criam anomalias que podem indicar a presença de minérios.

O que é a magnetometria?

A magnetometria é um método de investigação geofísica que tem o objetivo de investigar a geologia com base nas anomalias do campo magnético terrestre e das propriedades magnéticas das rochas em subsuperficie.

O magnetismo é uma propriedade que tem origem na estrutura atômica dos minerais e ela define como o material irá se comportar na presença de um outro campo magnético.

Dessa forma, existem três classificações possíveis para o comportamento magnético dos materiais:

  • Diamagnéticos: São materiais que estabelecem em seus átomos um campo magnético no sentido contrário ao que foi submetido e que desaparece assim que o campo externo é removido.
  • Paramagnéticos: São materiais que ao se submeterem a um campo magnético externo estabelecem em seus átomos um campo magnético que se alinha no mesmo sentido e que também desaparece assim que o campo externo é removido.
  • Ferromagnéticos: São matérias que ao serem submetidos a um campo magnético externo, adquirem um campo magnético no mesmo sentido do campo que foram submetidos e estes permanece quando o campo externo é removido.

Portanto, a magnetometria irá medir a susceptibilidade magnética dos diferentes tipos de minerais presentes nas rochas, tendo afinidade maior com a magnetita e principalmente com outros tipos de minerais ferromagnéticos, mas também podendo ser utilizada para minérios de manganês, entre outros.

Alguns exemplos de minerais ferromagnéticos são:

Magnetometria

Levantamento magnetométrico

Os levantamentos magnetométricos terrestres são geralmente realizados sobre áreas relativamente pequenas, sobre alvos predefinidos e com espaçamento entre as medidas de, geralmente, entre 10 e 100 metros.

Para dados aeromagnetométricos o espaçamento entre as linhas de voo depende do grau de detalhe exigido para o alvo de exploração desejado e dos recursos financeiros disponíveis. Para o reconhecimento de áreas, geralmente são realizados espaçamentos entre 1 e 2 km, e para levantamentos de detalhe as linhas são espaçadas de 100 a 250 metros. Cabe ressaltar que a altura do voo deve ser a mais baixa possível, de modo que não afete a segurança do levantamento.

Atualmente existem levantamentos sendo realizados a partir de VANTs que irão acoplar o magnetômetro para realizar o levantamento. Estes conseguem dar um maior grau de detalhe em relação aos levantamentos com helicópteros ou aeronaves e conseguem percorrer áreas maiores que o levantamento terrestre.

Magnetometria
Levantamento Magnetométrico com VANT

Dados magnetométricos

De acordo com Sampaio et al. (2000), as medidas de magnetização são realizadas basicamente por três métodos: 1) métodos indutivos; 2) através da força do deslocamento quando um material é submetido a um gradiente de campo magnético; e 3) por uma variação de alguma propriedade intrínseca do material.

A magnetometria mede a susceptibilidade magnética, que é uma grandeza adimensional que indica o grau de magnetização a ser induzido em determinado material uma vez inserido um campo magnético externo.

A maior afinidade desse método é sempre com as rochas cristalinas, em especial básicas e ultrabásicas. Já sua menor afinidade está relacionada com as rochas sedimentares e consequentemente com as metassedimentares, que são praticamente transparentes nesse método.

Quando dominam coberturas sedimentares ou metassedimentares, as assinaturas que formam o relevo magnético, vem quase sempre de seu embasamento cristalino.

Resultados do levantamento magnetométrico

Os principais produtos do levantamento magnetométrico são:

  • Amplitude do sinal analítico (ASA)
    A amplitude do sinal analítico permite mapear as bordas de corpos e é útil principalmente em locais onde a fonte é rasa, geralmente de até 500m de profundidade e a latitude magnética é baixa e a magnetização remanescente é significativa (Li,2006).
  • Primeira derivada vertical
    A primeira derivada vertical é utilizada principalmente para delimitar estruturas geológicas que ocorrem na direção vertical da área, dessa forma podem-se definir os limites das anomalias magnéticas e destacar as altas frequências com baixo comprimento de onda evidenciando fontes mais rasas, geralmente de até 500m de profundidade, em detrimento das fontes mais profundas da região de estudo.
  • Campo Magnético Anômalo (CMA)
    O campo magnético anômalo é realizado para medir o campo magnético e com intuito de identificar anomalias negativas e positivas na área, em alguns casos costuma ocorrer o efeito dipolar que mostra zonas anômalas negativas (geralmente em azul) e zonas com anomalia positivas (em vermelho), indicando possíveis locais para visita do geólogo durante o mapeamento geológico.

Cabe ressaltar que a magnetometria não é um método que costuma ser utilizado isoladamente. Além deste, outros métodos geofísicos são utilizados em conjunto, principalmente na análise pré mapeamento geológico para se identificar possíveis pontos de visita durante o mapeamento.


Magnetometria

Aplicabilidade da magnetometria

Esse método é bastante útil para se definir em grandes áreas lineamentos magnéticos que podem ser indicativos de concentração de minerais ferromagnéticos em contatos geológicos, diques, falhas e lineamentos estruturais, que são definidos por anomalias estreitas e longas, em geral, definidas por altos gradientes.

Além disso, esse método é amplamente utilizado para prospecção de minérios de ferro, níquel, cobalto e pode ser aplicável a prospecção de minerais metálicos de uma maneira geral.

Ele também pode ser utilizado para minérios que não são ferromagnéticos, mas estão associados a minerais ferromagnéticos no contexto geológico da região onde está sendo realizado o levantamento, para isso é imprescindível que se tenha um amplo conhecimento do contexto geológico da região para aplicar o método correto.